30 de maio de 2014

O projeto.

Realizando estágio de Serviço Social no CRAS Esperança em Sarandi percebi que uma das demandas das usuárias do serviço era a falta de informação de qualidade sobre a gestação, o nascimento, o parto e a amamentação. 
O estágio acabou, mas a intenção de implantar um serviço de qualidade nesta área, não. Assim nasceu a proposta da minha atuação voluntária nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de 0 a 6 anos, onde está previsto o trabalho com mulheres grávidas e pais de crianças pequenas. Escolhi como foco gestantes e mulheres que amamentam por serem assuntos de meu interesse e domínio, já que sou doula e educadora perinatal, com experiência na orientação e apoio no ciclo gravídico puerperal de mais de 10 anos, além de ser mãe de 3 crianças que nasceram bem e mamaram por mais de 2 anos.
Além de planejar e executar os grupos sob a supervisão das assistentes sociais do CRAS Esperança, pretendo levantar dados para o meu trabalho de conclusão de curso, cujo tema será "Os grupos de apoio como determinantes da mudança de discurso sobre parto e aleitamento materno", onde o objetivo é mostrar que com apoio e informação de qualidade as mulheres se sentem encorajadas a optar pelo parto normal e por amamentar seus bebês ao seio. Hoje, a maioria das usuárias do serviço tem parto normal, mas o consideram violento e imposto e já determinaram que seus bebês vão usar mamadeira, pois a amamentação não lhes parece possível.
Pretendo relatar cada encontro conforme eles acontecerem, bem como disponibilizar o projeto na íntegra e seus desdobramentos.

Formato.
Encontros semanais de cerca de 2 horas, sendo a primeira parte direcionada às gestantes, seguido de intervalo para lanche e a segunda parte direcionada às mães com bebês em idade de amamentação exclusiva ou complementar à alimentação para crianças maiores de 6 meses.
Os encontros são abertos para qualquer pessoa que queira participar.
Os temas são definidos para a semana seguinte com as mulheres presentes nos grupos.